O mal nunca é necessário

Por Nina Rosa

Nem sempre refletimos sobre as conseqüências de nossos atos. Ao optarmos por comer um prato com carne, em geral não associamos essa escolha à morte de um animal, condenado por nós.
Ao pagarmos para que outros executem sua morte, nem sempre lembramos que assim sustentamos uma indústria que lucra com a prática da violência.

Mas a violência começa bem antes da morte, e muito sofrimento está incluído naquela nossa decisão.

Se o modo como vivem e morrem os animais "de criação intensiva" fosse revelado ao grande público, certamente muitos ficariam indignados e enojados ao perceberem que eles próprios estão promovendo tanto sofrimento.

Os porcos, por exemplo, são originalmente animais alegres, companheiros, brincalhões e inteligentes. Quando em liberdade, formam grupos sociais estáveis, constroem ninhos comunitários, defecam em áreas apropriadas – bem longe dos ninhos, e são ativos, passando a maior parte do dia fuçando nas proximidades da mata. Quando as porcas estão prestes a parir, saem do ninho comunitário e escolhem local para construir o ninho, onde cavam buraco e o forram com grama e galhos. Ali parem e vivem por cerca de nove dias, até que elas e os leitõezinhos voltam a se reunir ao grupo.

Confinados pela "indústria do porco", as porcas reprodutoras pesando mais de 100 quilos ficam confinadas em baias com pouco mais de 60 cm de largura, com piso de cimento, cercadas de barras metálicas, durante até 4 anos, em sucessivas gestações. Mal conseguem se mover. Assim que parem, seus filhotes são retirados delas. Frustradas, deprimidas, impotentes, fora do alcance de ajuda, esquecidas pelo mundo, a não ser pela sua carne.

Ao optarmos por participar dessas crueldades, estamos praticando violência tão nefasta quanto a que criticamos e repudiamos nos noticiários.

Lembrando que o mal nunca é necessário, entre ter compaixão ou provocar dor, o que você escolhe?





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Resposta a uma pergunta realizada em nosso perfil no Orkut:

PERGUNTA:
"Se Deus não queria que comêssemos os animais, por que Ele os fez de carne?"


Deus não só fez os animais de CARNE como os tornou SENCIENTES, ou seja, dotados de sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato), sentimentos, temperamentos, inteligência e instintos, dando a eles a capacidade de sentirem dor ou prazer, felicidade ou tristeza, solidão ou acolhimento, êxtase ou depressão, deu a percepção de segurança ou de perigo.

Também os dotou da capacidade de se reproduzirem, de constituírem famílias, comunidades e sociedades, deu a eles também necessidades como liberdade, socialização, nutrição e integridades física e moral.

Bem, acreditamos que Deus os fez dessa forma porque queria que os animais da espécie humana pudessem perceber que os animais não humanos também são seus semelhantes, como podemos ver pelas características descritas acima.

Nós, os humanos, no aspecto geral, somos os animais mais evoluídos, e por isso Deus nos dotou de LIVRE ARBÍTRIO, nos dando grandes responsabilidades sobre nossos atos, nós podemos subjugar ou proteger, escravizar ou libertar, mutilar ou garantir a integridade física, humilhar ou dignificar, matar ou deixar viver.

E como hoje sabemos que não precisamos nos alimentar de nada de origem animal (carne, leite, mel, etc.) para termos uma alimentação balanceada, nutritiva e saudável, como afirma a Associação Dietética Americana – ADA.
http://www.eatright.org/Media/content.aspx?id=1233&terms=vegetarian


Então, a questão deixa o campo das NECESSIDADES e passa para o campo dos PRAZERES, permitindo as seguintes perguntas:

- A condição de sermos uma espécie mais forte e ou mais inteligente que os outros animais nos dá o DIREITO de subjugá-los a nossos interesses ao custo de tanto sofrimento?

- A tradição, a cultura ou a religiosidade são JUSTIFICATIVAS MORAIS para que os humanos promovam tanta crueldade contra os animais?

- É ÉTICO que só pelo prazer de degustarmos a carne de cadáveres de animais ou suas secreções como o leite, impormos a esses seres, desde suas concepções, a condenação de escravidão, mutilações, humilhações, torturas e morte?

"Os animais do mundo existem para os seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, da mesma maneira que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens."
Alice Walker

Deus nos deu a liberdade de escolhermos entre o justo e o injusto, o moral e o imoral, o ético e o não ético, o caminho estreito ou o largo.

P.S.: A verdade é uma busca, Deus é uma busca, mas onde está a bússola?





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