Projeto Arteducação Ambiental na Comunidade


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2º Encontro de Libertação Animal


2º Encontro de Libertação Animal

La Paz, Bolívia - Verão de 2011

De 20 a 24 de Janeiro, nas redondezas da cidade de La Paz


Vem surgindo um novo encontro para debater, aprender, conviver, trocar, conhecer, namorar, conhecer um novo lugar e pessoas de realidades diferentes das nossas.

Vem surgindo o que pretende ser um segundo encontro de libertação animal, mais um vez com uma proposta horizontal e autonoma de organização e realização.

Pessoas de diferentes lugares deste mundo conversando, discutindo e planejando um ambiente de convivência e estudos que durará 4 dias no mês de janeiro de 2011.

Este é o 2º Encontro de Libertação Animal, que começará com uma grande festa dia 19 de janeiro em La Paz, com muita música e informação.

Inspiradxs no Encontro de Libertação Animal que aconteceu no Uruguay em Janeiro de 2010, decidimos realizar um segundo encontro, que não é necessariamente a continuação do que tivemos no Uruguay. Simplesmente percebemos que foi incrível estar aqueles poucos dias com companheirxs de diversos lugares, compartilhando nossos dias, e que criar um outro encontro seria ótimo para levar (e trazer) mais debates que sabemos ser muito importantes, que queremos ouvir e aprender, atividades práticas que enriquecem nossa bagagem de conhecimentos para desenvolver e praticar nossa autonomia todos os dias.

Este encontro é de cunho libertário, e por isso mesmo é aberto a qualquer pessoa que queira participar, desde que confirme sua presença (através do e-mail), e esteja de acordo com alguns de nossos princípios, por exemplo, a restrição do consumo de álcool e drogas.

Para as pessoas que falam português (brasileiro), haverão intérpretes para a tradução das oficinas e apresentações espanhol-português e português-espanhol.

O valor da colaboração para os custos do evento ainda está sendo definido, isso vai depender de quantas pessoas confirmem sua presença.

Ainda está em aberto o espaço para inclusão de apresentações, oficinas e debates!

Em nosso blog apareceram sugestões de atividades relacionadas com: "organizações vs grupos de afinidade", "freeveganismo", etc, portanto, se você tem vontade de apresentar alguma fala ou oficina sobre esses ou outros temas, entre em contato! liberacionanimalbolivia2011@gmail.com


Exposições, apresentações:

- Libertação da Terra - Uma perspectiva Ecofeminista;

- Estratégias para a Libertação Total, do local ao global

- Ecologia Descolonalizada

- Parto - Energia Fluidamente Viva

- Apresentação do livro "Libertação Animal: Mais que Palavras"

- Libertação Animal ou libertação total?

- Ecologia Revolucionária X Ambientalismo

- O sistema tecno-industrial e a dominação de nossas vidas

- Interculturalidade e Saúde

- Animais Não-Humanos, Humanos e Máquinas de Hierarquização


Oficinas Confirmada:

- Oficina Prática de Construção de Assentamento

- oficina de auto-defesa

- Alimentação e nutrição vegana

- Colheira Andina

- Botica Ecológica

- Elaboracion de bolsos con tiras de ropa en desuso

Na quarta-feira dia 19 de janeiro, acontecerá uma festa na cidade Del Alto, onde tocarão bandas e haverá mesas com materiais de informação. Para saber quais bandas participarão e ver o cronograma completo do Encontro, clique aqui

Agradecemos a todas as pessoas que nos tem escrito para confirmar sua presença e nos dando apoio. Agradecemos xs companheirxsde Barcelona(Espanha) que nos doaram uma significativa quantia de dinheiro para podermos levar adiante a organização do encontro. Até agora já somos 100 participantes confirmadxs.

Atenciosamente,

Colectivo “tierra de nadie”

(Coletivo Terra de Ninguém)

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Apreensão de Animais na Praça da República


Neste domingo, foram aprendidos pela Guarda Municipal alguns dos animais que estavam sendo comercializados na praça da República, dentre eles três cachorros e um periquito australiano com uma das asas cortadas. A apreensão ocorreu mediante denúncia dos Ativistas dos grupos de proteção animal Vem (Vegetarianos em Movimento) e Asdepa (Associação de Proteção animal), que fiscalizam o comercio de animais no local, fazendo denuncias sempre que visualizam qualquer forma de venda.


No momento da averiguação da denuncia pela guarda municipal, foi possível avistar vários vendedores de animais no local, porém com a aproximação dos guardas, os mesmos se evadiram, sendo que só foi possível a apreensão de quatro animais já citados. O vendedor que teve os animais apreendidos foi encaminhado à DEMA (delegacia de meio ambiente), pois o periquito australiano estava visivelmente abatido, inclusive com uma das asas mutiladas, caracterizando maus tratos.

Os ativistas no momento atuam no sentido de exigir o cumprimento da Lei municipal n° 8.413/05, que proíbe a venda de animais domésticos em locais públicos, sendo que a praça da república é um dos focos de atuação dos protetores, pois lá existe um tradicional comercio ilegal de animais aos domingos. Paralelamente os ativistas também desenvolvem uma campanha educativa intitulada “Amigo não se compra, se adota”, com o objetivo de coibir qualquer forma de venda de animais, inclusive a venda elitizada em petshops.

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AMIGO NÃO SE COMPRA, SE ADOTA!


Neste domingo foi lançada oficialmente pelos grupos de proteção Animal VEM (Vegetarianos Em Movimento) e ASDEPA (Associação de Proteção Animal) a campanha intitulada: Amigo NÃO SE COMPRA, SE ADOTA! Cujo objetivo é conscientizar a população sobre a crueldade que está por trás do comércio de animais e também da necessidade e benefícios da adoção de animais abandonados.

Os ativistas dos grupos mobilizaram-se em duas frentes: O VEM, em caminhada pela praça da república distribuiu panfletos e conversou com as pessoas, exibindo um grande baner por onde passava, alertando as pessoas para que adotassem um animal, em vez de comprá-lo, enquanto a ASDEPA, realizou sua tradicional feira de adoção de cães e gatos, onde disponibilizou animais que foram retirados das ruas, de potenciais situações de risco para serem adotados. Tal atividade será realizada todo domingo pelo grupo VEM e quinzenalmente pela Associação Asdepa.

Tal parceria se deu, em função da luta política e judicial das duas associações contra o comércio ilegal de animais na capital de Belém, pois na cidade existem locais tradicionais de venda de animais. A luta se dá no sentido de exigir a aplicação da lei municipal n° 8.413/05 que proíbe a venda de animais domésticos em locais públicos prevendo apreensão dos animais e multa, sendo a competência da Guarda Municipal fiscalizar, porém, apesar da existência da lei, a comercialização ainda ocorre em plena luz do dia e sob o manto da legitimação social. Atualmente os dois grupos concentram suas forças para acabar com a venda na praça da república e apesar da existência da lei e de todo esforço empregado, ainda vemos muitas dificuldades, pois infelizmente o poder público tem poucos recursos e déficit de pessoal para fiscalizar. Nesse sentido, o grupo visualizou a necessidade da criação da campanha, que viria para desmoralizar TODO TIPO de venda de animais e conscientizar a população, visto que a comercialização é aceita e legitimada pela sociedade, apesar de legalmente ser proibida.


O grande objetivo da Campanha “AMIGO NÃO SE COMPRA, SE ADOTA!”, é alertar para o fato de que toda vez que alguém cede ao apelo do bicho de “raça”, e compra um animal em petshops, canis ou em vendedores de rua, está contribuindo muitas vezes cruel indústria de vidas, alimentando as obscuras fábricas de filhotes, que além de reproduzir animais indiscriminadamente sem ter certeza do destino que este ser vivo terá, tem práticas extremamente cruéis de reprodução, paralelamente a isso, a comercialização de animais incentiva o descarte de animais sem raça definida (os vira-latas) e todos os dias centenas de animais são abandonados nas ruas e reproduzem-se em massa, e nessa situação são vitimas de todas as espécies de abusos, sofrendo maus tratos, passando fome, frio, sendo atropelados e adoecendo, sem que a sociedade lhes dê a devida atenção ou se comova com seu sofrimento.

Dessa forma, quando alguém ADOTA um animal em vez de comprar, uni o útil ao agradável, pois além de retirar um animal das ruas dando a ele uma vida digna e feliz, deixa de contribuir com o mercado de animais, evitando o sofrimento de animais em canis e fábricas de filhotes.

É importante que a população saiba que nos bastidores do comércio de animais, criadores irresponsáveis, movidos pelo desejo de lucro fácil, literalmente FABRICAM ANIMAIS, usando fêmeas como se fossem máquinas, desprezando o fato de que elas também são seres vivos, que precisam de descanso, cuidados médicos, têm necessidades maternais de estarem próximas dos filhotes e necessidades afetivas. Os machos usados como reprodutores são tratados como meros produtos: vivem em isolamento contínuo, enjaulados por anos sem qualquer tipo de carinho, e não recebem cuidados médicos adequados, visto que veterinários e remédios são caros, e para que a venda de seus filhotes seja mais lucrativa é necessário economizar com tratamento médico. Quando esses animais já não podem mais se reproduzir por estarem doentes ou velhos demais, são simplesmente descartados, sendo muitas vezes abandonados nas ruas ou sacrificados. Por isso, quando alguém compra um animal, alimenta esse mercado IMORAL e INESCRUPULOSO de vidas.

A campanha quer incentivar a adoção de animais abandonados em disfunção da comercialização, pois há muitos animais em abrigos de entidades de proteção à espera de um guarda responsável adotante. Os animais de abrigos, geralmente são animais que foram resgatados das ruas e que sofreram maus-tratos, e quando são adotados, dão lugar a outros animais, que também são retirados das ruas e de situações de risco. Eles são tratados por entidades protetoras que nada recebem em troca a não ser a paz de ver alguns animais a salvo. Eles trabalham com seus próprios recursos financeiros, sem ajuda estatal, apenas com a ajuda de poucas pessoas que apóiam seu trabalho. Por isso, a ASDEPA e VEM fazem um apelo; “Animal não é produto, não compre e não venda, ajude um animal carente a sair das ruas”.

Quem quiser ser voluntário da campanha, ajudando na divulgação e panfletagem nos domingo na praça da república é só entrar em contato pelo email vegetarianosemmovimento@gmail.com ou vegetarianosemmovimento.blogspot.com / fone: 82191032 / 82245115

ONDE ADOTAR? Feira de adoção da ASDEPA, domingo, Praça de República, ao lado da guarita da Guarda Municipal. Contato: www.asdepa.com.br ou asdepa2007@yahoo.com.br ou procure o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Rod Augusto Montenegro, Km 11, e funciona de 2ª a 6ª, no horário de 8h às 17h. Informações no telefone: 3227-0355.

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Campanha contra a venda de Animais na Praça da República

Cada vez que alguém cede ao apelo do “bicho fofinho” sem a devida responsabilidade, e COMPRA um animal em feiras, praças, petshops ou canis, contribui para alimentar as chamadas “fábricas de filhotes”. Esses criadores irresponsáveis, movidos pelo desejo de lucro fácil, literalmente FABRICAM ANIMAIS, usando fêmeas como se fossem máquinas, desprezando o fato de que elas também são seres vivos, que precisam de descanso, cuidados médicos, têm necessidades maternais de estarem próximas dos filhotes e necessidades afetivas. Animais usados como reprodutores são tratados como meros produtos: vivem em isolamento contínuo, enjaulados por anos sem qualquer tipo de carinho, e não recebem cuidados médicos adequados, visto que veterinários e remédios são caros, e para que a venda de seus filhotes seja mais lucrativa é necessário economizar com tratamento médico. Quando esses animais já não podem mais se reproduzir por estarem doentes ou velhos demais, são simplesmente descartados, sendo muitas vezes abandonados nas ruas ou sacrificados. Por isso, quando alguém compra um animal, alimenta esse mercado IMORAL e INESCRUPULOSO de vidas.


ANIMAL NÃO É PRODUTO. Não alimente esta indústria cruel! Existe a Lei Municipal n° 8.413/2005 que proíbe a venda de animais em feiras, ruas ou praças. Não seja CÚMPLICE dessa ILEGALIDADE! NÃO COMPRE, ADOTE!

Há muitos animais em abrigos de entidades de proteção à espera de um guarda responsável como VOCÊ. Geralmente são animais que foram resgatados das ruas e que sofreram maus-tratos, e assim que forem adotados, darão lugar a outros animais, que também serão retirados das ruas e de situações de risco. Eles são tratados por entidades protetoras que nada recebem em troca a não ser a paz de ver alguns animais a salvo. Eles trabalham com seus próprios recursos financeiros, sem ajuda estatal, apenas com a ajuda de poucas pessoas que apóiam seu trabalho. Por isso, ajude um animal carente a sair das ruas e evite a exploração de animais em fábricas de filhotes.

ONDE ADOTAR? Feira de adoção da ASDEPA, domingo, Praça de República, ao lado da guarita da Guarda Municipal. Contato: www.asdepa.com.br ou asdepa2007@yahoo.com.br. Ou procure o Centro de Controle de Zoonoses.


Colabore com os Animais!


Precisamos de VOLUNTÁRIOS para realizarem atividade de PANFLETAGEM próximo aos locais de venda de filhotes.

Concentração: Praça da República, Rua Osvaldo Cruz, na Barraca do VEM - Vegetarianos em Movimento.

Data: 07/11/10 (domingo), a partir das 09 horas.

(essa atividade deverá se repetir nos domingos seguintes, colabore sempre que puder)



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ENDA - Encontro Nacional de Direito Animal 2010


O VEM partcipou do Encontro Nacional de Direitos Animais - ENDA 2010.

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Vegetarianos são mais inteligentes


Por Thiago Perin, 26 de agosto de 2010
É o que dizem pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Eles analisaram os hábitos alimentares e o QI de oito mil voluntários num período de 20 anos (fizeram testes quando todos tinham dez anos de idade e de novo aos 30) e notaram que o QI dos que seguiam dietas vegetarianas era, em média, cinco pontos mais alto do que o daqueles que comiam carne regularmente. Com os pontinhos a mais, os vegetarianos também eram mais propensos a ter diploma de curso superior e empregos melhores.

Por quê? Os caras ainda não sabem ao certo. Mas, até então, eles trabalham com duas hipóteses:

1º - A alimentação saudável do vegetariano poderia, de algum forma, aumentar sua capacidade cerebral (explicação que não acham tão provável);

2º - As pessoas de QI mais alto podem ser mais propensas a se preocuparem com o bem-estar dos animais, além de serem mais atentas aos benefícios de uma dieta saudável – o que as levaria direto para os braços do vegetarianismo (nessa eles botam uma fé especial e prometem investigar mais).

Boa “vingança” para quem já foi motivo de piada ao pedir um cachorro quente completo, mas sem salsicha na banquinha da esquina, né? Tenho uma amiga que faz isso, nem é brincadeira.

Fonte: Super Interessante

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Relatório ONU pró Veganismo

Fazenda em Mato Grosso. Fonte: HO/Reuters

08 Junho 2010

Tradução: Por Lobo Pasolini e Giovanna Chinelatto (da Redação) - Anda

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, pobreza de combustíveis e os piores impactos da mudança climática, diz um novo relatório da ONU. A previsão é de que a população mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050 e o apetite por carne e laticínios é insustentável, diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).

A recomendação está seguindo o alerta do ano passado de que uma dieta vegetariana é melhor para o planeta, de Lord Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista em quesitos de mudança climática. A Dra. Rajendra Pachauri, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, também pediu que as pessoas considerassem uma dieta livre de carne para diminuir as emissões de carbono.

O documento diz: “As previsões são de que os impactos da agricultura aumentem substancialmente devido ao aumento populacional e maior consumo de produtos de origem animal. Diferente de combustíveis fósseis, aqui é difícil buscar alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução significativa no impacto só seria possível se a dieta global mudasse, livre de qualquer produto animal.”

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir materiais de construção, como areia e concreto, plásticos ou metais. A biomassa e produções para alimentar os animais são mais danosas do que queimar combustíveis fósseis.”

Os peritos classificaram produtos, recursos, atividades econômicas e transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura estava no mesmo patamar que os combustíveis fósseis pois ambos crescem subitamente a partir do desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst Von Weizsaecker, um cientista ambiental que contribui com o estudo, disse: “A fartura de alimentos em países desenvolvidos está disparando uma dieta voltada para carnes, ovos e laticínios- porém os animais usados nas três indústrias consomem a maior parte da produção agrícola do mundo e gasta-se para mantê-los uma enorme quantidade de água, fertilizantes e pesticidas.”

A energia e a agricultura precisam ser separadas de nosso crescimento econômico porque os impactos ambientais estão aumentando em 80% devido a uma busca maior por produtos de ambas, segundo o relatório.

Achim Steiner, secretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP, disse: “Separar crescimento de danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza.”

O conselho da ONU, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes tópicos de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudança climática, mudança de habitats, acréscimo de nitrogênio e fósforo a fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, poucas fontes de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.

A pecuária, incluindo aqui produção de todos os derivados animais, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% de uso da terra e 19% da emissão de gases estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O conselho disse que evoluções na agricultura serão ultrapassadas pelo crescimento populacional.

O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que países em desenvolvimento, onde o crescimento populacional é bem maior, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Países em desenvolvimento não podem seguir nossos modelos. Mas está em nossas mãos a necessidade de desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”

Leia o relatório.

Fonte: ANDA - Agência de Noticias de Direitos Animais

Fonte do artigo original em inglês: Guardian

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A Dieta Vegetariana para cães


Para muitas pessoas, a idéia de alimentar seus cães sem utilizar como base a carne parece estranho e não-natural, e por isso muitas vezes criticam veementente. Porém, hoje sabemos que os cães, assim como os humanos, não precisam de ingredientes específicos, como carne ou ovos, mas precisam é de nutrientes específicos.

Então, para fornecer uma dieta balanceada sem carne, há vários anos pessoas preocupadas com o processo que é necessário para podermos obter a carne, pesquisaram a dieta vegetariana para cães e outros animais, inclusive os gatos e desenvolveram diversos estudos sobre o assunto. Assim, procuramos trazer a vocês uma compilação do que pesquisadores, veterinários e amantes de animais concluíram para que todos tivessem acesso às informações necessárias para a transição de uma dieta baseada em carne para uma dieta baseada em ingredientes vegetais, tendo a consciência de que essa mudança é a melhor para todos os animais e também para o meio ambiente.

Essa escolha por uma dieta vegetariana para cães não é recente, tendo em países como Estados Unidos e Inglaterra cães de várias gerações sendo alimentados somente com produtos de origem vegetal. Portanto, antes de levar em consideração a falácia de que não é uma alimentação "natural", deve-se refletir sobre a validade e a qualidade do termo "natural" dentro de uma alimentação, além do que, estudos mostram que a digestão de vários vegetais não é exatamente menor do que a de produtos derivados de animais no cães. Para maiores informações, leia o livro Cães Veganos, disponibilizado neste site.

A dieta saudável

Sabe-se que muitos dos produtos utilizados nas rações comerciais são sub-produtos daqueles dirigidos ao consumo humano, ficando principalmente as partes que nós não comeríamos. Assim, os produtos comerciais, em geral, estão sujeitos à baixa qualidade dos ingredientes que os compõem, além de todos os produtos químicos como hormônios e agrotóxicos utilizados. Assim, seguindo as valiosas informações dos livros aqui disponíveis e conversando com especialistas da área, você poderá criar uma dieta balanceada, podendo inclusive dar preferência a produtos orgânicos e fazer o seu cão brilhar de tanta vivacidade.

Também, sabe-se que muitas rações causam alergias aos animais, e estes podem ter alternativas saudáveis e ambientalmente sustentáveis.

A vida dos animais

O principal ponto discutido pela maioria daqueles que optaram por não mais dar alimentos derivados de animais é a diferenciação entre os animais criados para o abate e os animais de estimação.

Existem países onde é culturalmente aceito comer cães, porém, em nosso país isso não é admitido, mas é permitido matar bois, porcos, peixes e galinhas. Essa cultura gerou uma indústria de animais de fazenda que são tratados como meros objetos a fim de satisfazer nossos gostos pessoais, sendo privados da liberdade que é concebida a todos os seres vivos, de um ponto de vista ético.

Assim, as diferenças entre matar um cão e um boi, mesmo que seja para a alimentação, se estreitam, e muitas pessoas que jamais conseguiriam passar um dia em um matadouro, financiam essa indústria comprando seus produtos. Por essa incoerência, muitas pessoas renunciaram a esse mercado cruel tornando-se vegetarianos e extendendo essa decisão para seus animais de companhia.

Para saber mais sobre essa postura, vejam o livro "Libertação Animal" de Peter Singer ou o livro "Seja Vegano" do veterinário Wilson Grassi.

As opções de dietas

Você pode seguir as sugestões descritas nestes livros para preparar uma alimentação caseira, atentando-se aos suplementos necessários para garantir que todos os nutrientes estão sendo fornecidos de maneira adequada, ou poderá optar pela ração comercial produzida pela Fri-ribe.

Caso você se sinta desconfortável com o fato de incluir suplementos vitamínicos na dieta do seu cão, lembre-se que não há ração no mercado, seja ela vegetariana ou com carne, que não seja suplementada. E os suplementos vitamínicos não são nocivos à saúde dos seus cães, ao contrário, garantem a saúde e o equilíbrio.

Além do mais, o custo-benefício de um suplemento com relação da vida de um animal e mais os impactos ambientais, são compensadores. Para conhecer mais sobre os prejuízos ambientais de uma dieta baseada em carne, leia os livros disponibilizados em nosso site ou acesse o site da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Fonte: www.caesvegetarianos.info

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Na Espanha, Catalunha proíbe touradas


Publicado por Calavera

A província espanhola Catalunha aboliu as touradas na quarta-feira, dia 28 de julho de 2010. A região possui autonomia do restante da Espanha.

Esta medida iniciou-se através de uma petição assinada por mais de 180 mil pessoas, que consideravam a tourada uma prática antiquada e bárbara, encaminhada ao Parlamento catalão.

A lei tem validade a partir de janeiro de 2012.

A Catalunha é a primeira região da Espanha continental a abolir as touradas, porém esperamos que esta medida influencie e inspire as pessoas de todas as partes do mundo a lutarem pela liberdade dos animais.

Ainda que alguns afirmem que a lei é uma forma da Catalunha reforçar sua diferença do restante do país, esta é uma grande conquista para os animais e uma forma de levar à reflexão.

Continuemos nossa caminhada educando a população para a liberdade de todos os animais, humanos e não-humanos, e para a não-violência, seja no esporte, na cultura, no entretenimento, na ciência e na alimentação.

Fonte: gato-negro.org

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Mas, o que é "água virtual"?


Estamos habituados a calcular, no uso doméstico, um consumo médio de 200 litros por habitante/dia. Porém, considerando outros usos, quantos litros de água uma pessoa consome por dia? A resposta está no cálculo da água virtual.

Mas, o que é "água virtual"?

É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

Por exemplo, para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton). A estimativa da água requerida no cultivo dos vários tipos de plantas é feita em função do tipo de solo, clima, técnica de plantio e irrigação, etc. Existem softwares que podem ser usados para este fim. Uma vez obtida a água virtual do produto primário, um inventário hídrico deve ser feito acompanhando os vários passos para obtenção do produto final.

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan (1). Ele expôs essa idéia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

Atualmente, em discussões técnicas, esse parâmetro está sendo avaliado como um instrumento estratégico na política da água. É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.

Vale citar como exemplo a China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.

Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).

Deve ficar atento ao fato de que estas modalidades de comércio crescerão em futuro próximo, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.

Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo:

a 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas;
a 23 % relacionados com o comércio produtos animais;
a 10 % relacionados com produtos industriais.

No 3º Fórum Mundial da Água, realizado em 2003 nas cidades de Kyoto, Shiga e Osaka, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual (atrás de Estados Unidos, Canadá, Tailândia, Argentina, Índia, Austrália, Vietnam, França e Guatemala). Os maiores importadores são: Sri Lanka, Japão, Holanda, Coréia, China, Indonésia, Espanha, Egito, Alemanha e Itália. É interessante notar na figura os fluxos de água virtual no planeta.

Figura 1- Fluxos de água virtual através do comércio global.
Fonte: www.wateryear2003.org/

Quantificando a "água virtual" de alimentos:

A tabela 1 apresenta os valores de água virtual para alguns produtos. Os valores medidos até agora têm, no entanto, variações em função do método de cultivo, do método de avaliação, etc. É importante notar a ordem de grandeza dos mesmos - é ela que dá relevância ao tema.

Produto Água virtual
(litros de água por kg de alimento produzido)

Arroz - 1.400 a 3.600
Aveia - 2.374
Aves/Galinha - 2.800 a 4.500
Azeite de Oliva - 11.350
Azeitona - 2.500
Banana - 499
Batata - 105 a 160
Beterraba - 193
Cana-de-açúcar - 318
Carne de Boi - 13.500 a 20.700
Carne de porco - 4.600 a 5.900
Laranja e outros citros - 378
Leite - 560 a 865
Manteiga - 18.000
Milho - 450 a 1.600
Óleo de soja - 5405
Ovos - 2.700 a 4.700
Queijo - 5.280
Soja - 2.300 a 2.750
Tomate - 105
Trigo - 1.150 a 2.000
Uva – 455

E quanto uma pessoa consome de água virtual?
Considerando-se uma dieta básica com carne, podemos considerar que uma pessoa consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia. A dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros. Um simples café da manhã, como o mostrado na figura, chega a representar o consumo de 800 litros de água virtual!

Bibliografia

1. Hoestra, A.Y. Virtual Water: An Introduction, in Virtual Water Proceedings - IHE, 2003.
2. Zimmer, D. Renault, D. Virtual Water in Food production and Global Trade. World Water Council, FAO_AGLW, 2003.
3. World Water Council. Virtual Water Trade - Conscious Choices. Synthesis E-mail conference on Virtual water trade and Geo-politics. Paul van Hofwegen. December 2003.
4. CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. www.cna.org.br


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Quadrinho Vegetariano - Horácio

Por Matheus Moura

Ele é verde, pequeno, arredondado e mal se veem os braços. Muitos o conhecem, mas poucos sabem que ele é vegetariano. Isso pode até mesmo soar estranho, pois ele por natureza deveria ser carnívoro por se tratar de um tiranossauro. O personagem em questão é o Horácio, criado por Maurício de Souza em 1963, para o jornal Diário de São Paulo.



Horácio faz parte dos personagens do Estúdio Maurício de Souza que pertencem à pré-história. Como concepção inicial, Maurício tinha em mente deixar Horácio contracenar com o já conhecido personagem Piteco (um homem das cavernas), publicado no Diário. A ideia não durou muito e logo o dinossauro estreava com tiras próprias na Folhinha de São Paulo, todos os domingos.



O sucesso foi imediato atraindo atenção tanto de crianças quanto de adultos. E isso tinha, e até hoje tem, uma razão de ser: Maurício de Souza manteve a criação das histórias de Horário durante muito tempo atrelada a ele mesmo. Enquanto outros personagens eram, e são, desenvolvidos por equipes criativas tendo apenas o aval do criador, Horácio passava (hoje em menor grau) por todo o processo criativo do próprio Maurício. Isso acabou moldando-o. Essa questão até mesmo fez com que se especulasse de o personagem ser o alter-ego de Maurício.




Mas não é só por ser bonitinho e ter a criação das histórias feitas diretamente pelo mandachuva do estúdio que Horácio se tornou um sucesso. Na verdade o que mais chama atenção nas histórias dele são as temáticas. Praticamente todas tem um “quê” social, humano/sentimental e filosófico.




O vegetarianismo de Horácio toma forma aí. Ele, por ser amável, sempre amigo e livre de preconceitos, precisava ter algo que lhe marcasse como tal. O hábito de comer apenas alface ressalta essa característica, até porque um dinossauro carnívoro não seria um bom amigo/ouvinte. Em contrapartida, o vegetariano, que cuida melhor da própria saúde a se atém a questões de ética e valor à vida é um bom ponto de referência. Dessa forma, Horácio cumpre bem seu papel de crítico, observador e utópico, uma vez que ele vê bondade em situações que até mesmo não são assim tão legais.

Outro ponto que reforça o lado humano de Horário e que o diferencia de outros de sua espécie é a busca pela mãe. Ele, assim como praticamente todos os dinos a sua volta, nasceu de um ovo largado à própria sorte. Enquanto seus contemporâneos não se preocupam com essa questão, Horário vive amargurado, nutrindo um desejo incurável e inalcançável de encontrar sua “querida mãezinha”.

Fonte: ANDA - Agência de Noticias de Direitos Animais

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Arraiá Mosh na Fogueira


Na Capela da UFPA - em frente a Reitoria, ao lado do Vadião.

Venda de mingau de milho e comida Vegetariana/Vegana com a Veg Casa.

O VEM marcará presença com a venda de camisas e livros de receitas vegetarianas/veganas.

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Vídeo investigativo mostra a realidade das chocadeiras

A ONG americana Compassion Over Killing (COK) lançou ontem (02/06/10) um vídeo investigativo que documenta a realidade de chocadeiras onde milhões de galinhas e patos sofrem com a inevitável negligência da máquina de produção animal. As imagens foram obtidas no ano passado na Cal-Cruz Hatcheries, uma chocadeira de pintos e patos em Santa Cruz, California.

As imagens somente foram lançadas agora porque aguardavam a apuração das denúncias até que pudessem ser divulgadas. Vários órgãos da imprensa noticiaram a denúncia, inclusive canais de televisão. Uma das matérias inclui uma entrevista com um responsável pela chocadeira, que demonstra total falta de empatia com o sofrimento apresentado no documentário.

Apesar de as denúncias terem sido confirmadas pela investigação conduzida por autoridades policiais, a promotoria norte-americana decidiu não processar a empresa pelas denúncias documentadas no vídeo. No entanto, COK conseguiu salvar 88 patinhos, que foram enviados para um santuário.

COK reitera que seu objetivo é educar o público sobre a rotina dessa indústria e que seu objetivo é educar as pessoas para o veganismo.

Esse foi o segundo vídeo de denúncia contra a agricultura animal lançado nos Estados no decorrer da última semana. O primeiro foi feito em uma fazenda de laticínios.


Fonte: Lobo Reporter


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Trimestre científico para o vegetarianismo


O primeiro trimestre de 2009 foi muito rico no que diz respeito à publicação de estudos científicos que apontam os benefícios de consumir mais alimentos de origem vegetal e evitar o consumo de alimentos de origem animal. Comemorarei o fato compartilhando com vocês uma breve revisão dessas publicações.


Em um estudo conduzido pela Tufts University, nos EUA, 171 pessoas com mais de 50 anos foram avaliadas de acordo com o grau de alcalinidade da sua dieta. Os cientistas concluíram que quanto mais alcalina era a dieta, menor era a perda de cálcio na urina. Conforme foi apontado pelos autores, o consumo de vegetais e frutas (mesmo as frutas ácidas) promove a alcalinização do sangue. Já os alimentos de origem animal, refrigerantes e alimentos altamente processados são alimentos altamente acidificantes. Em síntese, isso significa que comer verduras e frutas é benéfico para os ossos, enquanto as carnes e outros produtos de origem animal fazem com que o corpo perca cálcio, resultando na fragilização dos ossos.

Já uma tese produzida na Holanda a partir da revisão de vários estudos epidemiológicos apontou para os benefícios que o consumo de vegetais e frutas traz para a saúde cardiovascular. A tese aponta para o fato de que os vegetais e as frutas são ricos em fitoquímicos, vitaminas, minerais, ácidos graxos poliinsaturados e fibras. A tese mostra a relação existente entre o consumo dessas substâncias e a prevenção de fatores de risco que levam à doença cardiovascular, dentre eles a hipertensão arterial, o colesterol elevado e a obesidade. A tese aponta que além de gozarem de colesterol reduzido, melhor controle de peso e melhor controle da pressão arterial, os vegetarianos também têm um menor risco de desenvolver o diabetes tipo 2.

Em um estudo da universidade de Harvard, foram acessados os hábitos alimentares de mais de 40.000 mulheres no final da sua adolescência e que foram acompanhadas pelos sete anos seguintes. Aquelas que na adolescência consumiram mais carne vermelha e carnes embutidas apresentaram uma elevação de mais de 30% no risco de desenvolver câncer de mama na idade adulta.

Já em outro estudo em que foram analisados os hábitos alimentares de 2.400 mulheres norte-americanas de ascendência asiática, foi demonstrado que aquelas que consumiam mais vegetais e soja apresentavam um risco reduzido de desenvolver o câncer de mama. Para as mulheres que consumiam uma quantidade elevada de carnes, o risco de desenvolver a doença foi dobrado.

Por fim, um estudo do National Cancer Institute dos EUA declarou que o consumo de carne vermelha e de carnes embutidas reduz significativamente a expectativa de vida. O estudo foi além do apontamento do risco de desenvolver doenças do coração e cânceres intestinais e do sistema reprodutor, apontando também para a relação existente entre o consumo de carnes e outras doenças, como a doença de Alzheimer.

Esse estudo acompanhou os hábitos alimentares de meio milhão de pessoas com idade entre 50 e 71 anos durante uma década. As pessoas que consumiam a maior quantidade de carne vermelha apresentaram uma elevação de mais de 30% no risco de morte por todas as causas combinadas. Para as que consumiam a maior quantidade de carnes embutidas, o risco de morte por todas as causas foi elevado em até 25%.

Especificamente sobre o risco de desenvolver câncer, o estudo apontou que a elevação foi de mais de 20% entre aqueles que consumiam a maior quantidade de carne vermelha e de até 12% entre aqueles que consumiam a maior quantidade de carnes embutidas. Para as doenças cardiovasculares, a elevação no risco de morte foi de até 50% quando associado ao alto consumo de carne vermelha e de até 38% quando associado ao alto consumo de carnes embutidas.

Como já vem sendo evidenciado pela produção científica há algumas décadas, o consumo de alimentos vegetais é benéfico para a saúde enquanto o consumo de alimentos de origem animal está relacionado a muitos dos malefícios que mais afetam a saúde da população. Por mais que alguns possam querer argumentar que a carne é fonte de nutrientes importantes, qualquer suposto benefício que se possa obter a partir do seu consumo não é capaz de justificar os riscos associados a esse hábito. Sabendo que podemos atender às nossas necessidades nutricionais consumindo alimentos que, além de nutritivos, ainda oferecem proteção contra o desenvolvimento das doenças mais fatais ou debilitantes da atualidade, não resta motivo científico para insistirmos no consumo de alimentos de origem animal.
 
Dr George Guimarães, nutricionista especializado em dietas vegetarianas

Fonte: Nutriveg

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FEIJOADA VEGETARIANA/VEGANA
DOM. 16/05/10 - 11h30

BARRACA DO VEM
Praça da República
Prox. a Trav. Frei Gil

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Vídeo mostra crueldade em granjas de ovos

Um vídeo de câmera escondida feito pela Humane Society of the United States, uma entidade de proteção animal americana, mostra o inferno que é a vida dessas aves exploradas pelos seus ovos, até serem cruelmente mortas quando sua vida “útil” terminar.


O vídeo foi rodado ao longo de dois meses em granjas operadas pelas empresas Rose Acre Farms and Rembrandt Enterprises no estado de Iowa, Estados Unidos.


O que fazer para não contribuir para esse cenário de horror? Tornar-se vegano, ou seja, excluir produtos animais da dieta, é o passo mais significante para quem está interessado em bem estar animal.

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Ativista dos Direitos Animais ganha Batalha Judicial

Bianca Turano, é vegana e ativista dos Direitos Animais e Coordenadora da Sociedade Vegetariana Brasileira do Grupo-Rio.

Bianca em conjunto com sua vizinha denunciaram um caso de maus-tratos a uma cadela, que vivia em situação de isolamento em uma varanda, diariamente, na cidade do Rio de Janeiro.

Elas tentaram, através de vários meios conciliatórios e, após, judiciais, resolver a sua situação.

Por estas atitudes Bianca e a Sociedade Vegetariana Brasileira - SVB estão sendo processadas em duas ações judiciais, a primeira delas acaba de ser vencida por Bianca e a SVB.

Segue abaixo mensagem de Bianca Turano - coordenadora do Grupo Rio da SVB:

Querida(s)s,

Eis a primeira sentença brasileira que abrirá jurisprudência favorável para todos os Ativistas pelos Direitos Animais do Brasil.

Ressalto que, como Ativistas, devemos sempre primar por um ativismo estratégico e inteligente, que façam com que inspiremos as pessoas, conscintizemos a sociedade e retiremos os animais da situação de escravidão em que se encontram. Usemos nossos atos em prol do bem comum, para que tenhamos sempre boas decisões dos Tribunais. Espero que o teor da sentença ganhe a devida publicidade e boa utilização.

Para ver o teor da sentença, por favor, acessem svbrio.blogspot.com e continuem acompanhando nossas ações.

Ainda falta mais uma ação judicial, ainda pendente de julgamento.

Agradeço a toda(o)s, mais uma vez.


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Grandes artistas brasileiros se reúnem para cantar em defesa dos animais e do planeta


Não perca! A sua voz é a voz dos animais

A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) – www.anda.jor.br – realizará um show para sensibilizar as pessoas em relação aos direitos animais e à preservação do planeta, no próximo dia 29 de abril, no SESC Pompeia (choperia), às 21h.

Grandes nomes da música brasileira, como: Fernanda Porto, Nuno Mindelis, Palavra Cantada, Patrícia Marx, Renato Teixeira, Teatro Mágico já estão confirmados. A atriz Gabriela Duarte também estará presente para chamar a atenção sobre a necessidade de mudarmos nossas atitudes.


O concerto “ANDA – Música e Consciência – pelos animais, pelo Planeta” pretende disseminar, por meio da música e dos artistas, a importância de vivermos em harmonia, respeitando a vida.

Durante o evento, o artista plástico ambiental Alexandre Huber pintará um grande painel retratando animais marinhos (a vida nos oceanos).

Será o primeiro show no Brasil com a proposta de levar uma mensagem de convivência pacífica e ética com todos os seres. Os artistas dão um exemplo de consciência ao se reunirem para cantar e se apresentar sem cachê. Todo o evento está sendo construído com colaborações voluntárias.

As emissões de gases estufa provocadas pela realização do show “ANDA – Música e Consciência” serão neutralizadas com o plantio de árvores no Parque Ecológico do Tietê. A iniciativa é uma parceria da ANDA com o Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza.

Mais sobre a ANDA (Informar para Transformar)

A ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais – foi fundada em 28 de novembro de 2008 pela jornalista Silvana Andrade e tem como seus principais objetivos difundir informações e valores que gerem consciência para defesa e garantia dos direitos animais, incentivar a reflexão sobre a necessidade de mudar a maneira como os animais são considerados na sociedade, gerar a percepção de que podemos construir um mundo de paz para todos os seres e criar ações que estimulem a convivência harmônica entre pessoas e animais.

A equipe é formada por jornalistas, filósofos, biólogos, nutricionistas, advogados, promotores públicos, professores, escritores, publicitários, entre outros profissionais que atuam voluntariamente na ONG. Atualmente são 36 colunistas; além das colunas, o site conta com mais de 200 artigos postados e entrevistas exclusivas. Cerca de 50% das notícias publicadas são produzidas pela redação da ANDA, o restante advém de fontes de outros veículos. Com tão pouco tempo de existência, a ANDA já conta com cerca de 200 mil acessos únicos por mês e internautas em 65 países.

Serviço:

Anda – Música e Consciência Pelos Animais, pelo Planeta

Data: 29/04/2010
Horário: 21h
Censura livre
Local: Sesc Pompeia – Choperia – São Paulo / SP
Ingressos: R$20,00 (inteira), R$10,00 (meia-entrada) e R$ 5,00 (comerciários)
Idealização e Realização: ANDA
Parte da renda será revertida para a ONG

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Atletas veganos: dieta livre de produtos animais

Por Giovanna Chinellato (Redação ANDA)

Muitos atletas usam o esporte como desculpa para continuar comendo carne, mesmo no Great American Meatout. ”Como vão manter a forma muscular sem proteína animal?”, perguntam. Mas uma olhada rápida em alguns dos atletas veganos pode fazer com que mudem de ideia. Eles não são o veganos magrinhos estereotipados da imaginação popular.

Robert dos Remedios vem treinando atletismo desde 1988. Em 2006, foi ganhador do prêmio nacional de Força e Condicionamento Profissional. Ele é vegano há mais de 20 anos. Com um peso muscular de 110 kg e 11-12% de gordura corporal, dos Remedios diz: “Eu nunca tive problemas em manter massa muscular e força com uma dieta vegana”. Ele também não cai na história de que soja faz os homens ficarem afeminados: “Não acredito em boatos, gente… Se vocês vissem o tanto de soja que eu como, bem, vamos apenas dizer que eu deveria ser Roberta então”.


Robert dos Remedios (Foto: Freewebs.com)

Jon Hinds é o fundador do Monkey Bar Gym em Madison, Wisconsin, nos Estados Unidos. Um vencedor de duas medalhas de ouro em jiu-jitsu brasileiro, Hinds, 46, se tornou vegano perto de seu quadragésimo aniversário. Em uma entrevista, ele explicou: “Me tornei vegano por diversas razões. Uma, não gosto de matar animais. Duas, quero comer melhor para o mundo. E três, eu desenvolvi uma dor muito grande na mão pelo que eu acreditava serem minhas décadas de treino de jiu-jitsu brasileiro”. O que o veganismo tem a ver com a dor? De acordo com Hinds, “todos os produtos de origem animal e sua natureza ácida retiram o cálcio dos ossos, o que se manisfesta inicialmente com dores nas mãos”. Depois de cortar a carne de sua dieta, sua dor “desapareceu completamente por dois meses”. Hoje, Hinds diz, como vegano, que pode “mostrar às pessoas o quão saudável e vibrante você pode ser sem ter uma dieta com base no sofrimento de animais”.


Jon Hinds (Foto: Animals Change)

Quando Jon Hinds queria aprender mais sobre manter a força e músculos com base em uma dieta vegana, uma das pessoas que procurou foi seu amigo Mike Mahler. Mahler é um renomado treinador de força e condicionamento, e deve ser o quinto ou sexto melhor treinador de kettlebell nos Estados Unidos. Vegano há quase 15 anos, Mahler diz que “queria fazer algo para aliviar o sofrimento dos animais no mundo. “E, somado ao fato de não comer carne ou produtos de origem animal, eu não uso couro, e faço meu melhor para evitar produtos testados em animais”. Ser vegano tornou mais difícil para Mike Mahler manter seu treino? Não, de acordo com ele: “Consumir tudo o que eu preciso para suprir minhas necessidades numa vida vegana não é difícil se você souber o que está fazendo.”


Mike Mahler (Foto: Gaijin Kettlebell.com)

Três treinadores de forças diferentes. Três caras grandes e musculosos. Todos veganos. Todos provas vivas de que uma dieta com compaixão, livre de produtos animais, não é um impasse para atletas manterem condicionamento físico, força e músculos.

Fonte: Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA

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Show pelo ABRIGO DA TUTI - ADRINA CAVALCANTE e PEDRINHO CAVALLERO




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Amigo não se compra, se adota.

Se para muita gente parece estranha a idéia de ter um animal de estimação que não tenha sido comprado, queremos aqui demonstrar que estranho é justamente comprar animais.

Se entendermos que animais não são mercadorias, mas seres capazes de sentimento, que têm necessidades de amar e de serem amados, concordaremos que não há sentido em se comprar animais.

Nós não compramos um amigo humano, porque deveríamos comprar um animal?

Há uma cruel tradição humana de entender que animais são coisas, são produtos, são fonte de renda e de lucro.

O comprador de animais em feiras de filhotes muitas vezes não tem consciência disso, assim como desconhece a quantidade imensa de animais que aguardam adoção ou que aguardam a morte no corredor final do CCZ, Centro de Controle de Zoonoses das prefeituras. Muitas pessoas inclusive chamam a 'carrocinha' desconhecendo que ali os animais na sua grande maioria encontrarão apenas doença e morte.

Queremos chamar as pessoas à consciência do mal que causam inadvertidamente ao adquirir/ comprar / pagar por um animal de estimação.

Por outro lado, as pessoas desconhecem o que é um criadouro. Em geral, pouco se conhece dos criadores, pois nas feiras, vêem-se apenas os filhotinhos. E quem resiste a um filhotinho? Ainda mais se puder parcelar em cinco vezes...

Existe uma verdadeira Indústria de filhotes, que lucra mediante o sofrimento dos animais.

O Movimento de Proteção Animal em todo o país recebe um número cada vez maior de denúncias contra criadores. Nos últimos anos sugiram muitos criadouros 'de fundo de quintal', mas os criadouros luxuosos e que vendem animais por uma fortuna também escondem crueldade e abuso por trás dos anúncios que trazem lindos animais.

As fêmeas são chamadas de 'matrizes' numa clara evidência de que se trata de um 'negócio'. Essas fêmeas têm filhotes após todos os cios. Quando as fêmeas envelhecem e não servem mais como reprodutoras, muitas vezes são abandonadas ou sacrificadas. Acontece o mesmo com os machos velhos que são usados em exposições. Além disso, como freqüentemente é feito cruzamento entre parentes, nascem animais com problemas físicos, que também são abandonados, por não possuírem valor comercial.

O risco de ver os animais como produtos é esse: para aumentar os lucros, vale tudo.

Por outro lado, é preciso reconhecer que aquilo que representaria 'um bom criador', isto é, um criador com escrúpulos, não seria muito lucrativo. Isso porque todo mundo que já teve uma família de cães e gatos em casa sabe como filhotes e mães não gostariam de se separar até 60, 90 dias. Isso significa que o criador já deveria estar incluindo ração na alimentação, vacinas, tratamento para vermes e pulgas. Ou seja, um 'bom criador' deveria ter tido despesas que diminuiriam esse lucro que pretendem ter no seu 'negócio'.

Mesmo o 'bom criador', porém, sempre comete o que entendemos ser o maior erro: considerar os animais como mercadoria.

Animais precisam ter sua dignidade respeitada, ser vistos como são, seres vivos com consciência da dor, da separação, da falta de liberdade para passear, para não ter filhotes em gestações sucessivas e todo o sofrimento que sempre advém quando são considerados coisas, produtos a gerar lucros.

Os animais não nos pertencem!

Então não devo ter animais?

Bem, não se trata disso. Uma vez que o mal da domesticação já foi feito e os animais já foram vítimas dele, há três coisas que DEVEMOS fazer:

A primeira é adotar animais que foram abandonados. Se você não tem coragem de pegar o cachorrinho ou gatinho que cruza por você todo dia na rua (por não saber o que fazer com ele ou por não ter como pagar os primeiros tratamentos), busque os sites de adoção de animais que já foram recolhidos da rua e aguardam uma casa definitiva.

A segunda saída para o dilema de como ajudar os animais abandonados que sofrem nas ruas é não permitir que os seus animais ou de seus conhecidos procriem. O número de animais abandonados é grande demais, já não há lar para todos. Não aumente o problema, ajude a diminuí-lo. Os animais não têm qualquer necessidade de ter filhotes, como querem nos fazer crer. Não ficam mais calmos nem mais felizes por isso.

Por fim, você pode contribuir e muito, divulgando essas idéias. Conversando com as pessoas, porque a maior parte delas são pessoas bem intencionadas, e apenas mal informadas sobre a questão animal. Esclareça as pessoas que elas não valerão mais por terem animais de raça, não ficarão mais bonitas, nem mais importantes. Pelo contrário, quem vale, vale independentemente de coisas exteriores, vale por si.

E adotar um animal abandonado, sem raça, sem beleza externa só mostra o valor e a beleza de quem adota.

Então, alie-se às seguintes idéias:

Animais não são mercadoria, não são produtos.

Faça um explorador de animais trabalhar, não compre ! Há muito trabalho digno no mundo humano. Ninguém que vive de vender animais parará de comer se esse 'mercado' desaparecer. E esse mercado deve desaparecer!

Fonte: www.duasmaosquatropatas.com.br


Todos os dias milhares de animais saudáveis, filhotes e adultos, são sacrificados nos Centros de Controle de Zoonoses (a carrocinha) pelo simples fato de não haver pessoas dispostas e responsabilizarem-se por eles. Isto é muito triste principalmente quando constatamos que o comércio de animais de raça cresce como nunca. Aproveitando esta "onda", criadores inescrupulosos, que vêem os animais como simples mercadorias, promovem todo o tipo de maus tratos para aumentar seus ganhos. A maioria destas pessoas faz uso das chamadas Feiras de Filhotes para comercializarem cães e gatos, que em geral são separados das mães prematuramente e expostos por horas a fio, submetidos a estresse, frio, calor e às vezes até falta de água e comida.

Não é de admirar que muitos filhotes vendidos nas feiras de animais de raça morrem poucos dias após serem comprados, com doenças como cinomose, parvovirose, gripe felina e verminoses variadas. Além da questão da crueldade, fica o prejuízo, pois os comerciantes de animais sempre têm um conto do vigário na ponta da língua. Não há reembolso do valor pago pelo filhote e muito menos a quantia - em geral alta - gasta com tratamento veterinário para tentar salvar o bicho.Não entre nessa furada.

Há muitos animais lindos esperando por um lar nas associações de proteção. Muitas vezes as entidades já entregam o animal vermifugado, vacinado e esterilizado. Os vira-latas são bichos super inteligentes, companheiros e mais resistentes do que os filhotes de raça. Não há razão para incentivarmos a exploração de animais somente para satisfazermos nosso desejo por "pedigree". Lembre-se que cada animal comprado de criadores significa mais um sacrifício no canil municipal.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ADOTAR UM ANIMAL ANTES DE ADOTAR UM ANIMAL, TENHA CERTEZA DE QUE:

-Onde você mora tem espaço suficiente para a o animal escolhido;
-Você está realmente disposto a cuidar dele por toda a vida. Cães e gatos chegam a viver de 10 a 20 anos;
-Nas suas férias e períodos de ausência haverá pessoas para cuidar dele;
-Toda a família está de acordo em receber o novo integrante;
-Você está disposto a gastar com seu animal. Além de amor, alimentação e abrigo, ele vai precisar eventualmente de cuidados veterinários e remédios;
-Ele é um ser vivo e sensível, não uma coisa qualquer que pode ser abandonada;
-Se você mora em apartamento ou numa casa com espaço limitado (pequeno), veja se você terá tempo disponível para passear com ele. Animais necessitam de exercício físico com regularidade;
-Ele não deixe seu animal sozinho em casa por longos períodos. Cães presos latem, choram e ficam estressados.

CUIDADOS FUNDAMENTAIS PARA A SAÚDE DO SEU ANIMAL

-CASTRAÇÃO: castre o animal. É um ato que fará com que ele tenha mais saúde e fique com você muito mais tempo.
-ROTINA DIÁRIA: ração e água à vontade.Mantendo sempre limpo os vasilhames;
-JAMAIS SEU ANIMAL DEVE COMER: Doces em geral, açúcar, verdura, feijão, batata. Estes alimentos causam danos sérios à saúde do animal.

Fonte: www.amadaslz.blogspot.com


Veja abaixo onde adotar o seu melhor amigo aqui em Belém:

Associação de Defesa e Proeção Animal - ASDEPA

Associação dos Amigos dos Animais - AMA

Abrigo da Tuti
9196-8260 (Maria de Jesus)

Centro de Zoonoses de Belém - CCZ
3227-2088 / 3247-3001 (Roseane Mesquita)
Rod. Augusto Montenegro, Km 11, em frente ao depósito da Yamada - Icoaraci.

Não se esqueça que você também pode ajudar sendo um voluntário ou fazendo doações de remédios alimentos ou dinheiro.

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Sociólogo defende fim da propriedade dos animais


Sociólogo defende fim da propriedade dos animais
Militante pelos direitos dos animais chegou a ser preso nos anos 80
por Guilherme Rosa

Os direitos dos animais estão sendo cada vez mais discutidos, e seus militantes defendem os mais diversos pontos de vista. O sociólogo Roger Yates é um defensor dos animais desde os anos 70 e recentemente se juntou ao Abolicionismo, uma das vertentes mais radicais do movimento. Eles defendem o fim de toda propriedade humana sobre os animais e o pacifismo como forma de luta. Ele explicou suas idéias numa entrevista à Galileu:

Você é um sociólogo. Como a sociologia pode nos ajudar a entender a questão dos animais?

A sociologia nos ajuda a entender como tratamos os animais porque ela olha a sociedade e pensa suas atitudes. Ela olha o modo como as pessoas se adaptam às regras e valores, o modo como somos levados a olhar de modo diferente os humanos e não-humanos. Nós ensinamos nossas crianças que é certo usar os animais, mas sem causar sofrimento desnecessário. A sociologia nos ajuda a entender o especismo: porque pensamos que somos mais importantes, porque valorizamos as vidas de formas diferentes.

Então a gente não é mais importante que os animais?

Precisamos ver o quanto racionalizamos nossa importância. Os não-humanos querem viver o tanto quanto a gente, é um mal matar um animal e há um senso de igualdade quando comparamos nossas vidas. Somos treinados socialmente a resistir a essa ideia e achá-la tola e sentimental.

A resposta então é o Abolicionismo?

O Abolicionismo está deslanchando, se tornando um movimento substancial nos EUA e na Europa. É uma idéia nova, que existe há uns cinco anos. È diferente dos movimentos dos anos 70, 80 e 90; uma versão radical dos movimentos pelo bem-estar animal e pela libertação dos animais. Por exemplo, defendemos o veganismo, não o vegetarianismo. É um movimento que foi inspirado pelas idéias de Gary Francione.

Quais deveriam ser os direitos dos animais?

Falamos simplesmente de um direito: o direito a não ser uma propriedade. Podemos destrinchá-lo em outros: o direito à integridade, a não sofrer, a ser deixado sozinho sem a interferência humana. Moralmente, devemos lembrar que não podemos ser seus donos. Quando vemos uma árvore, tendemos a pensar que ela é nossa. Isso vem da teologia, porque pensamos que o mundo é nosso, foi dado pra gente por Deus. O que penso é que existem outros seres que têm tanto direito à Terra quanto a gente.

Você disse que é vegan. Porque não um vegetariano?

Nós vemos muito criticamente o consumo de derivados de leite. Há tanto sofrimento numa fazendo de gado leiteiro quanto numa de gado para corte. Um vegetariano que come muitos laticínios esta causando mais mal do que alguém que come carne, mas poucos derivados de leite. Acho que isso tem muito a ver com pressão social e amigos. Se você se apresenta como vegetariano, não parece tanto um louco do que quando você é um vegan.

O que você pensa sobre os animais domésticos?

O problema com esses animais é que nós os geramos e selecionamos sua raça. Alguns animais de pedigree não podem fazer sexo, seus olhos caem, têm problemas horríveis de esqueleto por causa de seu formato. Nossa técnica de cruzamento de cães tem causado muitos problemas para eles: cachorros muito pequenos, muito grandes, cachorros que têm problemas de pele. Se você olhar para os animais de pedigree, verá uma situação de pesadelo.

E temos o direito de ser donos desses animais?

Acho que não. Muita gente pensa que nossa relação com os animais é simbiótica e que não há problema, mas a instituição de possuir um animal já é problemática. Eu sei que é uma das questões mais complicadas dos direitos dos animais, porque é um tanto radical. Eu não quero banir nada, quero uma mudança de consciência. É um tanto utópico, os direitos animais são baseados numa mudança cultural.

Devemos fazer o que então? Abandonar nossos cães e gatos?

É obvio que devemos cuidar dos que já existem, mas não deveríamos produzir mais. Você pode dizer que é uma questão de oferta e demanda. Quando a demanda diminuir, a oferta vai diminuir também. Porque a criação de animais virou um negócio, existem muitos criadores por aí.

Mas hoje em dia os cachorros só sobrevivem em convivência com humanos.

É por isso que eles deveriam diminuir aos poucos. É claro que alguns animais até podem existir livremente sem nossa interferência, mas esse não é o caso de Poodles e Chihuahas. Temos que pensar nesse problema que criamos, e o primeiro passo é mostrar para as pessoas que é um problema.

Qual seria a relação perfeita entre homem e animais?

Precisamos entender que temos responsabilidades com eles, e, obviamente, eles não têm responsabilidades conosco. Devemos respeitá-los como possuidores de direitos. No momento estamos fundando essa nova relação entre humanos e animais, somos pioneiros. Muitas pessoas se frustram com a demora das mudanças sócias. Eu, como sociólogo, entendo que a mudança é geracional. As pessoas têm que estar acostumadas às novas ideias antes de aceita-las. Meu trabalho é fazer essa fundação, para que os que vierem depois de mim façam seu trabalho.

Porque você foi preso nos anos 80?

Eu era assessor de imprensa da Animal Liberation Front, que se envolveu em uma situação ilegal [parte do grupo passou a sabotar lojas que negociavam peles de animais]. Eu não estava envolvido, mas houve um movimento das autoridades de atacar o pessoal da imprensa. Foi uma daquelas situações esquisitas onde aqueles que escreveram sobre situações ilegais pegaram mais tempo de cadeia do que aqueles que as praticaram. É o modo de os agentes lidarem com movimentos mais radicais, tentam silenciá-los. Foi um dos primeiros julgamentos sobre os direitos dos animais.

Você só luta pelos direitos dos animais?

Eu estive envolvido em movimentos tanto pelos direitos dos animais quanto pelos humanos. Sempre me envolvi em movimentos contra o tráfico de humanos e a escravidão moderna, isso é que mais me incomoda. Se as pessoas ainda desrespeitam os direitos dos outros homens, isso explica nossa incapacidade de respeitar os animais.

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