Atletas veganos: dieta livre de produtos animais

Por Giovanna Chinellato (Redação ANDA)

Muitos atletas usam o esporte como desculpa para continuar comendo carne, mesmo no Great American Meatout. ”Como vão manter a forma muscular sem proteína animal?”, perguntam. Mas uma olhada rápida em alguns dos atletas veganos pode fazer com que mudem de ideia. Eles não são o veganos magrinhos estereotipados da imaginação popular.

Robert dos Remedios vem treinando atletismo desde 1988. Em 2006, foi ganhador do prêmio nacional de Força e Condicionamento Profissional. Ele é vegano há mais de 20 anos. Com um peso muscular de 110 kg e 11-12% de gordura corporal, dos Remedios diz: “Eu nunca tive problemas em manter massa muscular e força com uma dieta vegana”. Ele também não cai na história de que soja faz os homens ficarem afeminados: “Não acredito em boatos, gente… Se vocês vissem o tanto de soja que eu como, bem, vamos apenas dizer que eu deveria ser Roberta então”.


Robert dos Remedios (Foto: Freewebs.com)

Jon Hinds é o fundador do Monkey Bar Gym em Madison, Wisconsin, nos Estados Unidos. Um vencedor de duas medalhas de ouro em jiu-jitsu brasileiro, Hinds, 46, se tornou vegano perto de seu quadragésimo aniversário. Em uma entrevista, ele explicou: “Me tornei vegano por diversas razões. Uma, não gosto de matar animais. Duas, quero comer melhor para o mundo. E três, eu desenvolvi uma dor muito grande na mão pelo que eu acreditava serem minhas décadas de treino de jiu-jitsu brasileiro”. O que o veganismo tem a ver com a dor? De acordo com Hinds, “todos os produtos de origem animal e sua natureza ácida retiram o cálcio dos ossos, o que se manisfesta inicialmente com dores nas mãos”. Depois de cortar a carne de sua dieta, sua dor “desapareceu completamente por dois meses”. Hoje, Hinds diz, como vegano, que pode “mostrar às pessoas o quão saudável e vibrante você pode ser sem ter uma dieta com base no sofrimento de animais”.


Jon Hinds (Foto: Animals Change)

Quando Jon Hinds queria aprender mais sobre manter a força e músculos com base em uma dieta vegana, uma das pessoas que procurou foi seu amigo Mike Mahler. Mahler é um renomado treinador de força e condicionamento, e deve ser o quinto ou sexto melhor treinador de kettlebell nos Estados Unidos. Vegano há quase 15 anos, Mahler diz que “queria fazer algo para aliviar o sofrimento dos animais no mundo. “E, somado ao fato de não comer carne ou produtos de origem animal, eu não uso couro, e faço meu melhor para evitar produtos testados em animais”. Ser vegano tornou mais difícil para Mike Mahler manter seu treino? Não, de acordo com ele: “Consumir tudo o que eu preciso para suprir minhas necessidades numa vida vegana não é difícil se você souber o que está fazendo.”


Mike Mahler (Foto: Gaijin Kettlebell.com)

Três treinadores de forças diferentes. Três caras grandes e musculosos. Todos veganos. Todos provas vivas de que uma dieta com compaixão, livre de produtos animais, não é um impasse para atletas manterem condicionamento físico, força e músculos.

Fonte: Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA

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Show pelo ABRIGO DA TUTI - ADRINA CAVALCANTE e PEDRINHO CAVALLERO




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Amigo não se compra, se adota.

Se para muita gente parece estranha a idéia de ter um animal de estimação que não tenha sido comprado, queremos aqui demonstrar que estranho é justamente comprar animais.

Se entendermos que animais não são mercadorias, mas seres capazes de sentimento, que têm necessidades de amar e de serem amados, concordaremos que não há sentido em se comprar animais.

Nós não compramos um amigo humano, porque deveríamos comprar um animal?

Há uma cruel tradição humana de entender que animais são coisas, são produtos, são fonte de renda e de lucro.

O comprador de animais em feiras de filhotes muitas vezes não tem consciência disso, assim como desconhece a quantidade imensa de animais que aguardam adoção ou que aguardam a morte no corredor final do CCZ, Centro de Controle de Zoonoses das prefeituras. Muitas pessoas inclusive chamam a 'carrocinha' desconhecendo que ali os animais na sua grande maioria encontrarão apenas doença e morte.

Queremos chamar as pessoas à consciência do mal que causam inadvertidamente ao adquirir/ comprar / pagar por um animal de estimação.

Por outro lado, as pessoas desconhecem o que é um criadouro. Em geral, pouco se conhece dos criadores, pois nas feiras, vêem-se apenas os filhotinhos. E quem resiste a um filhotinho? Ainda mais se puder parcelar em cinco vezes...

Existe uma verdadeira Indústria de filhotes, que lucra mediante o sofrimento dos animais.

O Movimento de Proteção Animal em todo o país recebe um número cada vez maior de denúncias contra criadores. Nos últimos anos sugiram muitos criadouros 'de fundo de quintal', mas os criadouros luxuosos e que vendem animais por uma fortuna também escondem crueldade e abuso por trás dos anúncios que trazem lindos animais.

As fêmeas são chamadas de 'matrizes' numa clara evidência de que se trata de um 'negócio'. Essas fêmeas têm filhotes após todos os cios. Quando as fêmeas envelhecem e não servem mais como reprodutoras, muitas vezes são abandonadas ou sacrificadas. Acontece o mesmo com os machos velhos que são usados em exposições. Além disso, como freqüentemente é feito cruzamento entre parentes, nascem animais com problemas físicos, que também são abandonados, por não possuírem valor comercial.

O risco de ver os animais como produtos é esse: para aumentar os lucros, vale tudo.

Por outro lado, é preciso reconhecer que aquilo que representaria 'um bom criador', isto é, um criador com escrúpulos, não seria muito lucrativo. Isso porque todo mundo que já teve uma família de cães e gatos em casa sabe como filhotes e mães não gostariam de se separar até 60, 90 dias. Isso significa que o criador já deveria estar incluindo ração na alimentação, vacinas, tratamento para vermes e pulgas. Ou seja, um 'bom criador' deveria ter tido despesas que diminuiriam esse lucro que pretendem ter no seu 'negócio'.

Mesmo o 'bom criador', porém, sempre comete o que entendemos ser o maior erro: considerar os animais como mercadoria.

Animais precisam ter sua dignidade respeitada, ser vistos como são, seres vivos com consciência da dor, da separação, da falta de liberdade para passear, para não ter filhotes em gestações sucessivas e todo o sofrimento que sempre advém quando são considerados coisas, produtos a gerar lucros.

Os animais não nos pertencem!

Então não devo ter animais?

Bem, não se trata disso. Uma vez que o mal da domesticação já foi feito e os animais já foram vítimas dele, há três coisas que DEVEMOS fazer:

A primeira é adotar animais que foram abandonados. Se você não tem coragem de pegar o cachorrinho ou gatinho que cruza por você todo dia na rua (por não saber o que fazer com ele ou por não ter como pagar os primeiros tratamentos), busque os sites de adoção de animais que já foram recolhidos da rua e aguardam uma casa definitiva.

A segunda saída para o dilema de como ajudar os animais abandonados que sofrem nas ruas é não permitir que os seus animais ou de seus conhecidos procriem. O número de animais abandonados é grande demais, já não há lar para todos. Não aumente o problema, ajude a diminuí-lo. Os animais não têm qualquer necessidade de ter filhotes, como querem nos fazer crer. Não ficam mais calmos nem mais felizes por isso.

Por fim, você pode contribuir e muito, divulgando essas idéias. Conversando com as pessoas, porque a maior parte delas são pessoas bem intencionadas, e apenas mal informadas sobre a questão animal. Esclareça as pessoas que elas não valerão mais por terem animais de raça, não ficarão mais bonitas, nem mais importantes. Pelo contrário, quem vale, vale independentemente de coisas exteriores, vale por si.

E adotar um animal abandonado, sem raça, sem beleza externa só mostra o valor e a beleza de quem adota.

Então, alie-se às seguintes idéias:

Animais não são mercadoria, não são produtos.

Faça um explorador de animais trabalhar, não compre ! Há muito trabalho digno no mundo humano. Ninguém que vive de vender animais parará de comer se esse 'mercado' desaparecer. E esse mercado deve desaparecer!

Fonte: www.duasmaosquatropatas.com.br


Todos os dias milhares de animais saudáveis, filhotes e adultos, são sacrificados nos Centros de Controle de Zoonoses (a carrocinha) pelo simples fato de não haver pessoas dispostas e responsabilizarem-se por eles. Isto é muito triste principalmente quando constatamos que o comércio de animais de raça cresce como nunca. Aproveitando esta "onda", criadores inescrupulosos, que vêem os animais como simples mercadorias, promovem todo o tipo de maus tratos para aumentar seus ganhos. A maioria destas pessoas faz uso das chamadas Feiras de Filhotes para comercializarem cães e gatos, que em geral são separados das mães prematuramente e expostos por horas a fio, submetidos a estresse, frio, calor e às vezes até falta de água e comida.

Não é de admirar que muitos filhotes vendidos nas feiras de animais de raça morrem poucos dias após serem comprados, com doenças como cinomose, parvovirose, gripe felina e verminoses variadas. Além da questão da crueldade, fica o prejuízo, pois os comerciantes de animais sempre têm um conto do vigário na ponta da língua. Não há reembolso do valor pago pelo filhote e muito menos a quantia - em geral alta - gasta com tratamento veterinário para tentar salvar o bicho.Não entre nessa furada.

Há muitos animais lindos esperando por um lar nas associações de proteção. Muitas vezes as entidades já entregam o animal vermifugado, vacinado e esterilizado. Os vira-latas são bichos super inteligentes, companheiros e mais resistentes do que os filhotes de raça. Não há razão para incentivarmos a exploração de animais somente para satisfazermos nosso desejo por "pedigree". Lembre-se que cada animal comprado de criadores significa mais um sacrifício no canil municipal.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ADOTAR UM ANIMAL ANTES DE ADOTAR UM ANIMAL, TENHA CERTEZA DE QUE:

-Onde você mora tem espaço suficiente para a o animal escolhido;
-Você está realmente disposto a cuidar dele por toda a vida. Cães e gatos chegam a viver de 10 a 20 anos;
-Nas suas férias e períodos de ausência haverá pessoas para cuidar dele;
-Toda a família está de acordo em receber o novo integrante;
-Você está disposto a gastar com seu animal. Além de amor, alimentação e abrigo, ele vai precisar eventualmente de cuidados veterinários e remédios;
-Ele é um ser vivo e sensível, não uma coisa qualquer que pode ser abandonada;
-Se você mora em apartamento ou numa casa com espaço limitado (pequeno), veja se você terá tempo disponível para passear com ele. Animais necessitam de exercício físico com regularidade;
-Ele não deixe seu animal sozinho em casa por longos períodos. Cães presos latem, choram e ficam estressados.

CUIDADOS FUNDAMENTAIS PARA A SAÚDE DO SEU ANIMAL

-CASTRAÇÃO: castre o animal. É um ato que fará com que ele tenha mais saúde e fique com você muito mais tempo.
-ROTINA DIÁRIA: ração e água à vontade.Mantendo sempre limpo os vasilhames;
-JAMAIS SEU ANIMAL DEVE COMER: Doces em geral, açúcar, verdura, feijão, batata. Estes alimentos causam danos sérios à saúde do animal.

Fonte: www.amadaslz.blogspot.com


Veja abaixo onde adotar o seu melhor amigo aqui em Belém:

Associação de Defesa e Proeção Animal - ASDEPA

Associação dos Amigos dos Animais - AMA

Abrigo da Tuti
9196-8260 (Maria de Jesus)

Centro de Zoonoses de Belém - CCZ
3227-2088 / 3247-3001 (Roseane Mesquita)
Rod. Augusto Montenegro, Km 11, em frente ao depósito da Yamada - Icoaraci.

Não se esqueça que você também pode ajudar sendo um voluntário ou fazendo doações de remédios alimentos ou dinheiro.

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Sociólogo defende fim da propriedade dos animais


Sociólogo defende fim da propriedade dos animais
Militante pelos direitos dos animais chegou a ser preso nos anos 80
por Guilherme Rosa

Os direitos dos animais estão sendo cada vez mais discutidos, e seus militantes defendem os mais diversos pontos de vista. O sociólogo Roger Yates é um defensor dos animais desde os anos 70 e recentemente se juntou ao Abolicionismo, uma das vertentes mais radicais do movimento. Eles defendem o fim de toda propriedade humana sobre os animais e o pacifismo como forma de luta. Ele explicou suas idéias numa entrevista à Galileu:

Você é um sociólogo. Como a sociologia pode nos ajudar a entender a questão dos animais?

A sociologia nos ajuda a entender como tratamos os animais porque ela olha a sociedade e pensa suas atitudes. Ela olha o modo como as pessoas se adaptam às regras e valores, o modo como somos levados a olhar de modo diferente os humanos e não-humanos. Nós ensinamos nossas crianças que é certo usar os animais, mas sem causar sofrimento desnecessário. A sociologia nos ajuda a entender o especismo: porque pensamos que somos mais importantes, porque valorizamos as vidas de formas diferentes.

Então a gente não é mais importante que os animais?

Precisamos ver o quanto racionalizamos nossa importância. Os não-humanos querem viver o tanto quanto a gente, é um mal matar um animal e há um senso de igualdade quando comparamos nossas vidas. Somos treinados socialmente a resistir a essa ideia e achá-la tola e sentimental.

A resposta então é o Abolicionismo?

O Abolicionismo está deslanchando, se tornando um movimento substancial nos EUA e na Europa. É uma idéia nova, que existe há uns cinco anos. È diferente dos movimentos dos anos 70, 80 e 90; uma versão radical dos movimentos pelo bem-estar animal e pela libertação dos animais. Por exemplo, defendemos o veganismo, não o vegetarianismo. É um movimento que foi inspirado pelas idéias de Gary Francione.

Quais deveriam ser os direitos dos animais?

Falamos simplesmente de um direito: o direito a não ser uma propriedade. Podemos destrinchá-lo em outros: o direito à integridade, a não sofrer, a ser deixado sozinho sem a interferência humana. Moralmente, devemos lembrar que não podemos ser seus donos. Quando vemos uma árvore, tendemos a pensar que ela é nossa. Isso vem da teologia, porque pensamos que o mundo é nosso, foi dado pra gente por Deus. O que penso é que existem outros seres que têm tanto direito à Terra quanto a gente.

Você disse que é vegan. Porque não um vegetariano?

Nós vemos muito criticamente o consumo de derivados de leite. Há tanto sofrimento numa fazendo de gado leiteiro quanto numa de gado para corte. Um vegetariano que come muitos laticínios esta causando mais mal do que alguém que come carne, mas poucos derivados de leite. Acho que isso tem muito a ver com pressão social e amigos. Se você se apresenta como vegetariano, não parece tanto um louco do que quando você é um vegan.

O que você pensa sobre os animais domésticos?

O problema com esses animais é que nós os geramos e selecionamos sua raça. Alguns animais de pedigree não podem fazer sexo, seus olhos caem, têm problemas horríveis de esqueleto por causa de seu formato. Nossa técnica de cruzamento de cães tem causado muitos problemas para eles: cachorros muito pequenos, muito grandes, cachorros que têm problemas de pele. Se você olhar para os animais de pedigree, verá uma situação de pesadelo.

E temos o direito de ser donos desses animais?

Acho que não. Muita gente pensa que nossa relação com os animais é simbiótica e que não há problema, mas a instituição de possuir um animal já é problemática. Eu sei que é uma das questões mais complicadas dos direitos dos animais, porque é um tanto radical. Eu não quero banir nada, quero uma mudança de consciência. É um tanto utópico, os direitos animais são baseados numa mudança cultural.

Devemos fazer o que então? Abandonar nossos cães e gatos?

É obvio que devemos cuidar dos que já existem, mas não deveríamos produzir mais. Você pode dizer que é uma questão de oferta e demanda. Quando a demanda diminuir, a oferta vai diminuir também. Porque a criação de animais virou um negócio, existem muitos criadores por aí.

Mas hoje em dia os cachorros só sobrevivem em convivência com humanos.

É por isso que eles deveriam diminuir aos poucos. É claro que alguns animais até podem existir livremente sem nossa interferência, mas esse não é o caso de Poodles e Chihuahas. Temos que pensar nesse problema que criamos, e o primeiro passo é mostrar para as pessoas que é um problema.

Qual seria a relação perfeita entre homem e animais?

Precisamos entender que temos responsabilidades com eles, e, obviamente, eles não têm responsabilidades conosco. Devemos respeitá-los como possuidores de direitos. No momento estamos fundando essa nova relação entre humanos e animais, somos pioneiros. Muitas pessoas se frustram com a demora das mudanças sócias. Eu, como sociólogo, entendo que a mudança é geracional. As pessoas têm que estar acostumadas às novas ideias antes de aceita-las. Meu trabalho é fazer essa fundação, para que os que vierem depois de mim façam seu trabalho.

Porque você foi preso nos anos 80?

Eu era assessor de imprensa da Animal Liberation Front, que se envolveu em uma situação ilegal [parte do grupo passou a sabotar lojas que negociavam peles de animais]. Eu não estava envolvido, mas houve um movimento das autoridades de atacar o pessoal da imprensa. Foi uma daquelas situações esquisitas onde aqueles que escreveram sobre situações ilegais pegaram mais tempo de cadeia do que aqueles que as praticaram. É o modo de os agentes lidarem com movimentos mais radicais, tentam silenciá-los. Foi um dos primeiros julgamentos sobre os direitos dos animais.

Você só luta pelos direitos dos animais?

Eu estive envolvido em movimentos tanto pelos direitos dos animais quanto pelos humanos. Sempre me envolvi em movimentos contra o tráfico de humanos e a escravidão moderna, isso é que mais me incomoda. Se as pessoas ainda desrespeitam os direitos dos outros homens, isso explica nossa incapacidade de respeitar os animais.

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Circo legal não tem Animal



"Para os animais não importa o que você pensa ou sente. Para eles, importa o que você faz".
Nina Rosa

O reluzir dos espetáculos circenses contrasta com o que fazem os circos que utilizam animais. Por natureza os animais não montam em bicicletas, nem saltam através de anéis de fogo. Se o fazem, é a poder de chicotes, de agulhas que dão choques e de outras ferramentas freqüentemente usadas para forçá-los a executar tais proezas. Assine abaixo-assinado e saiba mais sobre os Circos.

Não vá a circos com animais!

Assine a petição pública pela proibição de animais em circo.

ATENÇÃO - para concluir a assinatura, é necessário clicar em “Preview Your Signature” e depois em “Approve Signature”

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Você sabe quanto custa 1 kg de carne?



- Segundo um estudo da ONU de 2006, a indústria de produção de carnes é o principal responsável mundial das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, com 18%, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.(1).


- A pecuária gera diretamente 80% do desmatamento no bioma amazônico (2) e 14% em todo o mundo.

- Somos quase 7 bilhões de pessoas na Terra e para produzir carnes anualmente cria-se mais de 60 bilhões de animais (sem contar com peixes, moluscos, entre outros animais) que consomem água, comida e recursos energéticos, necessitam de espaço, despejam detritos, contaminam os rios, lagos e mares, causam erosão e geram poluição atmosférica.

- A criação de animais para abate é uma forma muito ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários cerca de 10 kg de proteína vegetal (milho, soja etc.) (3).

_________

(1) FAO (2009)

(2) Ministério da Agricultura

(3) FAO (2005)

- Conheça aqui resultado de três anos de investigação do Greenpeace sobre a Farra do Boi na Amazônia


Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

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Lançamento oficial da Sociedade Vegana


By alexavancini
Lançamento oficial da Sociedade Vegana será realizado no dia 14 de março, em SP.A filosofia dos Direitos Animais e o modo de vida vegano vêm se tornando cada vez mais conhecidos, e sendo cada vez mais debatidos, em nossa sociedade.

Desse modo, há uma constante necessidade de que a divulgação dessas ideias seja realizada tomando como base a ética e o conhecimento científico, sem as influências de correntes de pensamento e práticas que não promovem o verdadeiro respeito pelos animais.

É nesse contexto que surge a Sociedade Vegana, comprometida com a promoção dos Direitos Animais e do veganismo, e a abolição de todas as formas de exploração animal, por meio da educação e do conhecimento, a partir dos princípios da ética, paz e não violência.

No dia 14 de março de 2010, a partir das 16h45, no restaurante Vegethus Consolação, na cidade de São Paulo, será lançada oficialmente a Sociedade Vegana, com a palestra da filósofa e ativista Sônia T. Felipe, “Filosofia dos direitos animais: a ética vegana e suas implicações”, seguida de confraternização.
Lançamento oficial da Sociedade Vegana:
Data: 14 de março de 2010
Local: Vegethus Consolação, Rua Haddock Lobo, 187, Cerqueira César – São Paulo – SP
Hora: 16h45Palestra seguida de confraternização: “Filosofia dos direitos animais: a ética vegana e suas implicações”, com Sônia T. Felipe.
Fonte: Vegan Brasil

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Direitos animais: O enfoque Abolicionista


Por Ana María Aboglio

Advogada, especializada em Direitos dos Animais.

Tradução: Lucas Laitano Valente – Ediciones Ánima.

Atualmente, o abolicionismo reclama a necessidade de uma clara definição de seu conceito para entender a importância que possui em relação à concessão de direitos aos animais. Tento aqui prevenir um possível uso maléfico, através de versões extensivas ou ambíguas, preservando o conceito para não desgastar o termo.

O abolicionismo nega a condição de propriedade dos animais não-humanos. Encara um ponto de partida diferente daquele habitualmente considerado para a defesa dos animais, possibilitando um novo e eficaz marco teórico para a análise da realidade. Graças a ele, podemos começar a formular novas perguntas, ao invés de continuar insistindo na ineficiente procura por mais respostas para as mesmas perguntas de sempre, abordando assim novas perspectivas. Julgam-no “extremista”. Na realidade, isso é só aparência. Verdadeiramente extremista é o grau de opressão e utilização a que sujeitamos os animais não-humanos, apropriando-nos das suas vidas de maneiras espantosas e incontáveis.

Na teoria dos direitos animais do professor Gary L. Francione, o termo “abolicionismo” é conceituado pelo autor quando se refere às medidas legais cabíveis no sentido de suprimir a condição de propriedade dos não-humanos. Estas medidas, consideradas dentro do objetivo abolicionista – e opostas, portanto, à reforma bem-estarista, que considera seguir utilizando os animais como recursos – são chamadas de “proibições”, para que não ocorra confusão com o objetivo final a longo prazo, qual seja, a abolição da propriedade de animais não-humanos[1]. Os critérios que Francione indica para considerar estas proibições como parte da mudança final no sentido da abolição são colocados para dar início, e não para finalizar a abordagem deste assunto. O indiscutível é a diferença entre estas e a reforma bem-estarista, útil para quem defende a postura filosófica do bem-estar animal, que são aqueles que, em definitivo, a formularam e a fomentam desde organizações ad hoc – como, por exemplo, os Colégios de Veterinários, organizações bem-estaristas, projetistas de abatedouros ao estilo Temple Grandin, indústrias exploradoras ou entidades protecionistas - que “só se dedicam aos animais sem lar”. Desta maneira, o abolicionismo refuta as campanhas e os projetos legislativos bem-estaristas de qualquer natureza, sem importar quem os sustente, porque só procuram uma mudança no trato aos animais não-humanos, sem questionar a utilização em si dos mesmos. A reforma, introduzindo supostas melhoras, vai no sentido inverso ao do projeto abolicionista, porque serve aos interesses de propriedade dos exploradores e é por isso que para estes elas são aceitáveis. Estas reformas não são feitas com o fim de ajudar aos animais não-humanos a saírem paulatinamente do controle daqueles que os exploram, bem como sequer evitam formas de exploração maiores e mais sofisticadas.

Nesse sentido o abolicionismo é semelhante, por exemplo, ao movimento contra a escravidão à qual institucionalmente estiveram submetidos os povos de ascendência africana. Os mesmos foram considerados propriedade dos senhores brancos, sendo comercializados principalmente com o objetivo de servir de mão-de-obra e serventes aos seus amos conquistadores e exploradores do Novo Mundo. Eric Williams considera que a origem da escravidão negra foi econômica e não racial: teria se originado na necessidade de baixo custo da mão-de-obra e não na cor do trabalhador, sendo o racismo uma racionalização posterior para justificar a opressão de outros seres humanos [2]. Desta forma, o “complexo de superioridade” que cultivou o racismo, baseado nas características biológicas e hereditárias assinaladas como símbolos de inferioridade – e não de diferenciação - do grupo dominado, sustentou e perpetuou o sistema, inclusive depois da abolição. Assim, a violência se mostra endêmica ao controle da posse de animais que têm o impulso de escapar, revelando que a escravidão é algo mais que um problema econômico. O racismo e o especismo transitam em patamares similares. É que as coisas não são coisas: são sempre coisas “de alguém”. E nesta sociedade, esse “alguém” pode possuir estas “coisas” tanto para levá-las a dar um passeio pelo parque quanto para convertê-las em um rentável escravo [3].

A ideologia do bem-estar animal, que orienta e explica a regulamentação das atividades que exploram os não-humanos como recursos, se projeta operativamente na aplicação das leis vigentes. Porém com o nascer de cada dia, continuam havendo vítimas e carrascos nos abatedouros, produtos e consumidores nos negócios, livres e escravos nas crenças. O ser sensível “protegido” - na terminologia da normativa bem-estarista - segue sendo matéria prima para produzir presunto, queijo ou corpos de experimentação. Segue degradado aos limites da jaula e do matadouro. O agir humano, conforme estas leis, não resultou em mudanças consideráveis no nível de desprezo pela vida não-humana. O público consome os animais com a convicção de que há organizações que lutam no combate à extinção e pelo tratamento digno, e colabora com sua assinatura quando perguntado se estes animais importam.

Em 1996, Francione escrevia o que iria repetir em janeiro de 2007 numa entrevista para o VeganFreak [4]: Neste momento da história da relação entre os humanos e os demais animais, os ativistas não deveriam usar seus recursos para tratar de conseguir mudanças legislativas pró-abolição, isto porque esta medidas inovadoras teriam que reunir critérios muito difíceis de alcançar. São eles [5]:

Deve constituir uma proibição.

A atividade proibida deve ser parte integrante de uma instituição exploradora, constituindo uma atividade da mesma.

A proibição deve reconhecer e respeitar o interesse não-institucional do animal. Isto é, um interesse real de indivíduo e não o do seu proprietário para explorá-lo.

Os interesses dos animais não podem ser negociados. Isto significa que devem prevalecer mesmo que isto não implique em benefícios para os humanos.

A proibição não deve dar espaço a formas alternativas, supostamente mais “humanas”, de criação dos animais. É o caso típico de permitir a criação extensiva de animais – em vez de intensiva - na indústria de utilização de animais e de produtos alimentares de origem animal.

Não só estes critérios são difíceis de se reunir como também são difíceis de se exigir numa campanha, estando tão enraizada a idéia da propriedade de seres sencientes não-humanos. Francione considera necessário que toda energia disponível seja dirigida no sentido de semear uma mudança de paradigma centrada na negação do uso e da exploração dos animais não-humanos, para construir um movimento social e político que possibilite alcançar estas proibições rumo à abolição da escravidão. Isto conduziria à adoção do veganismo como aplicação do abolicionismo na vida diária.

Necessitamos perceber os profundos laços que existem entre a exploração animal, a economia e a sociedade em si mesma, num momento de absoluta crise ambiental cujas principais causas se situam na idéia do domínio sobre a natureza e na separação entre o humano e o resto da animalidade não-humana numa tentativa de justificar esta opressão. Uma mudança de atitude das pessoas gerará uma mudança significativa na condição em que hoje padecem milhões de não-humanos. Neste sentido, o veganismo é uma atitude de respeito a toda vida animal não-humana senciente, que implica num modo de vida onde se evitam voluntariamente o uso, consumo e/ou participação em atividades derivadas desta escravidão, exploração e morte. Não é um fim em si mesmo, senão a lógica conseqüência de um olhar não-instrumental sobre os não-humanos, que os reveste com um valor inerente.

O movimento pelos direitos animais teve início há pouco tempo. O abolicionismo questiona a servidão e propõe na prática uma transformação real na nossa relação com os animais não-humanos. Como abolicionistas, nossa tarefa consistirá em criar diariamente este movimento através de milhares de movimentos locais livres de contradições e repletos de receitas antiespecistas: todas 100% vegetarianas.

Referências:

[1] Francione, Gary L., “Rain without Thunder. The Ideology of the Animal Rights Movement”, Temple University Press, 1996.

[2] Williams, Eric E., Capitalism and Slavery, New York, 1966.

[3] Ver as relações das leis bem-estaristas com as demais normas jurídicas e sócio-econômicas em: Aboglio, Ana María, O liberacionismo e atual sociedade escravagista. Dizer e fazer hoje para encurtar o tempo da colheita.

[4] Entrevista a VeganFreak, disponível em: http://podcast.veganfreak.com/audio/veganfreak-2007-02-04-76047.mp3

[5] Ídem nota 1. Vale recordar a epígrafe escolhida para este livro: “Se não há luta, não há progresso. Aqueles que dizem defender a liberdade e no entanto deploram a agitação... querem chuva sem trovões nem relâmpagos.” Frederick Douglass.

Fonte: www.anima.org.ar

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